quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Por ocasião de revoluções, companheiros de viagem são inocentes?

Por André,

Na lição de hoje do mundo muito louco da mentalidade revolucionária tivemos um interessante episódio: o desconhecimento da lei de causa e efeito. Como a realidade é soberana a qualquer esquema ideológico e mental, principalmente os idiotas, cedo ou tarde ela vem cobrar.

Em toda revolução é assim: uma massa de companheiros de viagem movida por meia dúzia de orquestradores. No começo tudo é lindo ("igualdade, fraternidade e liberdade", "enforcar a monarquia", "melhores condições", blablabla), tão logo as cabeças começam a rolar e o chão a ser lavado de sangue, os companheiros de viagem começam a, com ares de ultraje: "não, mas não era ISSO que eu queria", "não, não foi ISSO que eu apoiei".

Foi sim, meu caro, é lei de causa e efeito - básica e elementar como ela é: não dá pra plantar batatas e colher jacas e não, a ignorância não é uma benção. Companheiros de viagem, mesmo que genuinamente ingênuos, NÃO TÊM menos culpa no cartório. Como dizia Hannah Arendt, sem uma massa ignara que lhes desse apoio, Hitler e os bolcheviques jamais teriam chegado ao poder (e por consequência lógica inevitável, jamais teriam matado tantos).

Portanto, sinto muito, mas suas mãos estão tão sujas quanto a dos arquitetos de qualquer revolução se você apoiou a coisa no começo, meio ou fim, não tente tirar o corpo fora dizendo que não era "isso" que você queria, pois era sim.

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