sábado, 27 de fevereiro de 2016

A guinada à esquerda de Veja e o erro tanto de direita quanto esquerda

Por André,

A revista Veja definitivamente guinou à esquerda com as mais recentes mudanças, particularmente a mudança de comando indo para as mãos de André Petry.

Desnecessário dizer que é digno de nota que a revista foi por muito tempo um bastião contra o petralhismo e abrigou diversos colunistas de direita ou simplesmente de não-esquerda, algo louvável para o ambiente cultural hegemonicamente esquerdista em que vivemos. Mas até aí, a Folha de São Paulo, cujo esquerdismo sempre ficou bem menos escondido, também adota a prática: dá espaço ao Reinaldo Azevedo, ao Pondé e, eventualmente, a outros. Não se pode considerar um mérito hercúleo mas apenas um respeito mínimo à honestidade intelectual, sinal que uma meia dúzia ainda não acredita que devemos viver num total cinquenta tons de vermelho.

Contudo, a verdade é que continuamos com o copo meio vazio e isso nunca foi lá muito diferente, quer agora quer antes. Tive a oportunidade de falar sobre isso no hangout de terça para o Olhar BR (http://goo.gl/sQeS57): nunca tivemos uma revista SISTEMATICAMENTE de direita como uma National Review ou uma The Spectator. Crer que a Veja fosse um exemplar dessas apenas faz parte do joguinho dissimulado que a esquerda criou e que parte da direita caiu, achar que a Veja fosse "de direita" fazia e faz parte da retórica coitadista da esquerda que domina o ambiente midiático mas quer colher os louros do discurso de quem não participa desse meio exigindo ainda mais espaço.

Os fatos, infelizmente, são esses. O que já não era e nunca havia sido uma revista de direita vai se tornar ainda mais um veículo das ideias "progressistas".

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