sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Uma carta aberta ao Brasil escrita por um "gringo"

Por André,

O belo texto pode ser lido aqui. Vou apenas destacar e comentar alguns trechos no blog:

"Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado? Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”

No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc."

Essa é a versão estado-nação do que eu costumo chamar de "sociologismo barato" (aquela explicação paupérrima da esquerda chula para a criminalidade: o cara vira criminoso porque é determinado pelo "sistema", pelo "capitalismo", pela "sociedade" etc). Do mesmo jeito que o sistema e a sociedade são os mesmos para todos e nem todos viram bandidos, muitos países foram colônias, políticas econômicas frustradas etc e nem por isso padecem do que padecemos, portanto são fatores comuns a muitos, que podem ser cortados ou amenizados na explicação.

"O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade".

"Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo"

Há um detalhe MUITO importante nesse ponto: esse tipo de coisa deve aparecer como CONSCIÊNCIA, como DEVER IMPLÍCITO, como ATO VOLUNTÁRIO e não na forma de incentivo coletivo, estatal ou governamental ou qualquer coisa que o valha. Esse tipo de atitude deve ser oriunda de uma atmosfera que dá ensejo a isso.

" (...) as pessoas por aqui estão muito mais preocupadas com as aparências do que com quem eles realmente são."

" (...) É mais importante parecer bem sucedido do que ser bem sucedido de fato."

" (...) Se você precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir importante, então você não é importante. Se você precisa mentir, puxar o tapete ou trair alguém para se sentir bem sucedido, então você não é bem sucedido (...)"

"E sabe o que é pior? Essa vaidade faz com que seu povo evite bater de frente com os outros. Todo mundo quer ser legal com todo mundo e acaba ou ferrando o outro pelas costas, ou indiretamente só para não gerar confronto."

"Em diversas circunstâncias eu acabo assistindo os brasileiros recompensarem as “vítimas” e punirem àqueles que são independentes e bem resolvidos."

PRA MIM essa sempre foi a única e mais importante válida questão sobre a tal "meritocracia". Meritocracia é os bons se darem bem, quem merece se dar bem e quem não merece se dar mal. Simple as that.

Vale lembrar Tom Jobim: sucesso, no Brasil, é ofensa pessoal.

"Por outro lado, quando você pune alguém por ser bem resolvido, você desencoraja pessoas talentosas que poderiam criar o progresso e a inovação que esse país tanto precisa".

"O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo".

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