sábado, 19 de março de 2016

João Pereira Coutinho e o caráter cético do espírito conservador: "Macacos como nós"

Por Correio da Manhã,

Nunca entendi gente que se ‘fascina’ com um político. Razão conservadora: um político é membro da espécie ‘Homo sapiens’. Acreditar que um macaco como nós tem poderes mágicos só revela a) infantilidade; b) lesão neurológica grave; ou c) fanatismo ideológico. E, no entanto, a esquerda não tem emenda: aparece um benemérito qualquer e é vê-la a babar de admiração. 

Quando o macaco em causa se comporta como um símio, temos a) desilusão profunda ou b) fanatismo reforçado. Aconteceu agora: a nossa esquerda, que esteve anestesiada com as corrupções do PT, acordou ‘triste’ com Lula – ou, em alternativa, indignada com os brasileiros nas ruas, suspeitando de influência americana (Boaventura, sempre Boaventura).

Pedir que estas pobres almas crescessem um bocadinho ou arranjassem tratamento adequado seria um excesso de optimismo. Mas talvez não fosse inútil levá-las a passear ao jardim zoológico de vez em quando.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

1. Seja polido;

2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.