terça-feira, 5 de abril de 2016

Brevíssimas notas sobre Batman vs Superman

Por André,


A crítica é chata. Não gastei muito do meu tempo lendo as críticas da "crítica". Ela não importa há muito tempo. Dos comentários lacônicos e insignificantes do Edwald Filho e da análise governista do Pablo Villaça, a crítica de cinema sofre do mesmo mal de toda "crítica": não crítica nada, vende bandeiras. Nem sei se é o caso de Batman vs Superman, mas o fato é que a crítica só tem errado: crítica de arte, crítica literária e a crítica de cinema não fica de fora.

Pois bem:

- pelo que sei, a crítica reclamou do Lex Luthor. Achei que do ponto de vista psicológico (i.e., psicótico) esse foi o melhor Lex Luthor; ele transpirava loucura. Porém, a juventude me incomodou (compreensível, mas incomodou).

- Henry Cavill foi MUITO BEM. Vi Chistopher Reeve (literalmente) pelo menos duas vezes (uma delas quando voa em direção ao monstro de Krypton com a estaca de kryptonita em mãos); também tive esses vislumbres n'O Homem de Aço. Diversas vezes no filme ele teve que fazer a expressão de poucos amigos do Superman e considerei que ela foi feita com sucesso (embora o Superman seja um herói cuja moralidade é inflexível, ele não pode sequer PARECER frouxo, particularmente quando necessário).

- sou um fã incondicional do Superman. Minhas análises das franquias são tão benevolentes quanto as análises do socialismo feitas pelos livros do MEC, tanto é que gosto do Brandon Routh em Superman Returns. Sério. Isso posto, saí do cinema muito simpático ao Batman, nunca fui grande fã, mas minha simpatia vinha e vem numa crescente: milionário filantropo superinteligente que mostra as vantagens da justiça privada (bom), O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Bane: o marxista) e agora, Batman versus Superman, entrei odiando e saí com os copos promocionais dos dois.

- as "três mortes" do Superman foram bem interessantes, gostei da costura da trama: quando o Batman tem a chance de cravar a estaca de kryptonita no peito dele, a bomba atômica do governo e o ataque do monstro de Krypton.

- Não sou leitor assíduo de HQs, mas segundo estes, o filme foi bastante fiel; isso é uma qualidade e tanto, penso eu.

- Houve aqueles que reclamaram da ausência de "piadas" no filme. Coisa de análise adolescente. Sempre achei essas piadas, desenhadas exatamente pra causar aquele riso coletivo no cinema uma besteira. Até achei que houve algumas delas: quando o Batman salva a sra. Kent e ela se refere a sua capa ou quando Batman e Superman perguntam com que a Mulher Maravilha está.

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