segunda-feira, 18 de abril de 2016

No terreno do discurso, a batalha deve ser para desconstruir a narrativa do "golpe"

Por André,

A guerra contra a esquerda é, em muito, travada no terreno da narrativa, do cativo ao imaginário das pessoas normais e comuns. Os pelegos, incapazes de refutar a argumentação a favor do impeachment, tentam emplacar a narrativa que se trata de um golpe para desmerecer o processo.

Outros tentam emplacar a crítica a Eduardo Cunha, sem estabelecer uma distinção entre a condição abstrata de presidente da Câmara e sua pessoa jurídica. Contudo, como é possível falar em um golpe: 

Que levou 13 meses para ocorrer;

Que teve hora marcada;

Que teve 50h de debates e direito de defesa;

Que teve a confirmação do Tribunal de Contas da União quanto a justificativa;

Que teve direito a questionamento no judiciário;

Que teve o rito homologado pelo Supremo Tribunal Federal;

Que levou 22 dos 27 estados a votarem a favor;

Que foi aprovado por um congresso eleito por 59 milhões de eleitores;

Que será validado por um senado eleito por 57 milhões de eleitores;

Que é aprovado por 2/3 da população;

Que ao final, terá consumido 6 meses para realizar os trâmites burocráticos;

Que resultará em um novo governo determinado pela Constituição Federal;

Que por sua vez governará por um prazo limitado pela justiça eleitoral.

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