sábado, 4 de junho de 2016

Milo Yianoppoulos é apresentado ao público brasileiro por Bruno Garschagen

Por André,

Orgulhosamente, fui um dos primeiros a divulgar e falar de Milo Yianoppoulos (dica do amigo Marcelo de Mattos Salgado) no mercado de ideias nacional. Pois bem, em sua coluna no jornal Extra de ontem, o também amigo Bruno Garschagen apresentou-o ao público brasileiro:


Há personagens que bagunçam todo um esquema de pensamento e de preconceito que se possa ter. E anulam a narrativa das pessoas que anulam-se voluntariamente na "cultura do espírito crítico" ou na "cultura dos coletivos" ideológicos acéfalos.

No início dos anos 2000, o comentarista político conservador Andrew Sullivan incendiou a blogosfera com suas opiniões. Formado na Universidade de Oxford, Sullivan tornou-se doutor pela Universidade Harvard com uma tese sobre o filósofo político Michael Oakeshott. Foi uma grande influência para mim e para alguns amigos com sua atividade de blogueiro e escritor (aposentou-se do blog em 2015). Mas lembro da surpresa de muitos quando descobriam que ele era não apenas conservador, mas também homossexual e católico.

(Explicarei futuramente aqui neste blog o que é ser conservador, definição completamente distinta da caricatura que se faz no Brasil)

Neste 2016, muita gente tem conhecido e se surpreendido com Milo Yiannopoulos, jornalista e editor-associado do site Breitbart que botou fogo na internet e agora está incendiando as universidades dos Estados Unidos com uma série de palestras contra o feminismo batizada de " Turnê da Bicha Perigosa" ( no Youtube é possível ver o tamanho do estrago que ele tem causado). Milo, que largou a Universidade de Cambridge depois de dois anos estudando literatura inglesa, fez carreira brilhante como jornalista especializado em tecnologia até se transformar em disputado comentarista político e social.

Assim como Sullivan, Milo é gay e católico. E está sendo celebrado com uma estrela em ascensão da direita – assim como Sullivan no passado. Para apimentar ainda mais os pontos em comum, Sullivan e Milo são ingleses, país com matriz católica que depois foi transformado em Anglicano à força pelo rei Henrique VIII no século XVI.

Para mim, o fato de os dois serem gays é irrelevante. Aquilo que pensam e defendem é relevante. Mas acredito que muita gente torça o nariz para a combinação gay + católico + conservador. A começar pelo esquerdista, que perderia o tipo de "minoria" que adora tomar para si como se dona fosse porque isto é politicamente conveniente. Eu, por outro lado, jamais tomaria para mim a combinação homem ou mulher + membro da Teologia da Libertação + marxista porque é o tipo de soma que subtrai.

Os exemplos de Sullivan e Milo mostram que a vida real é muito mais complexa do que se pretende a vã ideologia quando tenta enquadrar a realidade num corpo de ideias abstratas.

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