sábado, 31 de dezembro de 2016

Altos e baixos de 2016, projeções para 2017

Por André,

No hangout de retrospectiva que participei na última quinta-feira fiz uma lista de altos e baixos de 2016. Quero aqui reprisar minha lista e apontar algumas projeções modestas para 2017:


ALTOS:

- Estados Unidos da América;

- Partido republicano (paradoxalmente: seu establishment foi derrotado, mas recuperou a presidência e fez maioria na Câmara e Senado);

- Euroceticismo;


- Ala eurocética do partido Conservador Britânico;

- mercado editorial "conservador" brasileiro;





- Alt-Right;

- guerra de narrativas;

- agenda e militância pró-aborto;

- minha carreira de editor (tive a chance de participar da edição do ótimo Idade Média, o que não nos ensinaram, em belíssima edição pela Linotipo Digital).




BAIXOS:

- Partido Democrata;

- Hillary Clinton;

- Barack Obama;


- clãs políticos americanos (Clinton, Bush);

- Mídia tradicional/imprensa (Brasil/mundo);

- institutos de pesquisa (Brasil/mundo);



- PT;


- "Justiça social";

- Feminismo 3ª onda;



- Ben Shapiro.


PROJEÇÕES:

- A guerra de narrativas continuará a todo vapor, pois não acredito que ela tenha sido enfrentada efetivamente pelas alas não à esquerda do espectro. O que quero dizer com isso? Casos isolados de racismo, homofobia ou terrorismo praticados por eleitores de Trump, simpatizantes do Bolsonaro ou homens brancos continuarão causando comoção mundial/nacional, ao passo que as mesmíssimas situações, quando praticadas por negros, gays ou muçulmanos serão tão rapidamente esquecidas como são os demais casos de violência.

- A agenda do aborto avançará no Brasil e veremos novas canetadas do STF, tanto sobre aborto quanto sobre outras pautas progressistas que não têm simpatia das pessoas e do Congresso.

- Donald Trump sofrerá com o padrão duplo da imprensa como nunca ninguém sofreu antes: 


Ou seja, a narrativa que Trump é um cara mau será emplacada mesmo que o custo disso seja o próprio princípio da não-contradição.

- A direita vencerá na França (quer Fillon - mais provável - quer Le Pen).

- O euroceticismo avançará mais na Europa, seja com a eleição de governantes, parlamentares ou a saída de países do bloco.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Ele se enveredou na turma da crítica cega ao Trump. Mesmo depois das evidências terem mudado a opinião da National Review, por exemplo.

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1. Seja polido;

2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.