quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Primeira leitura de 2017: "O Duplo" de Dostoiévski

Por André,


Como é de praxe, a única leitura que consigo contabilizar e compartilhar publicamente a análise é a primeira do ano. Este ano foi vez de literatura e do mestre russo.

Confesso que a leitura não é exatamente agradável. A personagem principal é repetitiva e refere-se a si próprio na terceira pessoa, o que dificulta a fluidez da leitura em alguns momentos. Nada, é claro, que deva fazer alguém declinar da leitura.

Como também é de costume, traço minhas impressões interpretativas gerais e depois começo a pesquisar estudos e resenhas para conferir o que bate e o que não bate. Grande parte bateu, minha impressão inicial é que a personagem principal delira e que não há nenhum "Goliádkin júnior". Estou conferindo alguns pontos nesse estudo de 70 páginas (!!): http://law.capital.edu/WorkArea/DownloadAsset.aspx?id=27825

A sensação de incômodo que a obra me despertou lembrou e muito aquela que senti quando li A Metamorfose de Kafka. Se nesta o sujeito se transforma e inseto e sua família se preocupa com seu emprego, em O Duplo eis que surge um sujeito idêntico ao herói e ele se preocupa com... o seu emprego! Não me parece a reação/preocupação inicial que alguém normal teria se descobrisse que existe um gêmeo homônimo seu circulando por aí. Claro que esses elementos foram colocados por Kafka e Dostoievski intencionalmente nos textos, talvez com a ideia de despertar no leitor esse exato incômodo, mas essa histeria causa mesmo um considerável desconforto.

A edição é portuguesa da "Editorial Presença" e a tradução é premiadíssima do casal Nina e Filipe Guerra.

Um comentário:

  1. Ótimo blog! Sucesso em 2017.

    2016 foi sim bom: Vitórias para o Brasil começar a ter mais decoro. País totalmente perdido.

    Entre a deusa «Coração Valente» (deusa, portanto sobre humano) e a super Marcela ("super", humano), prefiro o humano da Marcela Temer.

    Depois a deusa foi uma criação do bilionário publicitário João Santana. Observe:

    Fé em deusa «Coração Valente©»:

    SANTA FEMININA. Eis:


    Os petistas seguem uma religião de fé e dogma. Acreditam em deusa: a divindade brega deles cujo nome é a «Coração Valente©» de João Santana [santa criada pelo bilionário -- virgem que jamais cometeu nenhum desvio. O bilionário Santana agora está preso pelo MORO. Moro esse que a religião ensina que é uma intidade do Mal... rsss] era uma deusa gorda.

    Tem variados dogmas que aprendem em blogs de fé (uma espécie de "igrejinha") e repetem ad infinitum: «fascista»; «foi golpe»; «20 milhões da pobreza»; «Estados Unidos, o Império»; «sem crime de responsabilidade»; «Pronatec»; «é gópi, é gópi, é gópi»; «casa grande e senzala»; «Coxinha»; «MIDIOTA»; «mídia hegemônica» [uma espécie de demoninho ou capetinha muito, mas muito perigoso para a religião]; «PiG»; «mídia velha"; «fora temer» [mantra cantado]; esse dogma aqui DE TODOS é dos melhores: «LUZ para todos» [rssss] etc. etc. etc. etc. etc.

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