sábado, 27 de maio de 2017

Debate na Universidade de Stanford: o islam é compatível com os valores liberais do Ocidente?

Por André,


Esses debates, muito comuns nas universidades inglesas como Oxford e Stanford, costumam tanto me agradar como irritar. A plateia progressista me irrita. As perguntas da plateia me irritam.

Os debatedores, de ambos os lados, costumam me agradar (porque sinto falta de coisa parecida aqui debaixo do Equador).

Assistam esse debate e, talvez, cheguem à conclusão que cheguei: estamos em maus lençóis.

REPAREM: é preciso ser extremamente cuidadoso com os "apologetas moderados" do islam. Primeiro, porque muitos são fantoches de organizações radicais para reforçar a narrativa do "islam pacífico". Segundo, mesmo que não respondam a nenhuma organização em específico, podem se servir da taqiyya (a "mentira sagrada") como forma de realização pessoal da jihad (guerra santa). Terceiro, visto que por mais moderados que sejam, são incapazes até mesmo de aplaudir o eloquente discurso de seus oponentes, escondendo posições radicais como a não condenação do apedrejamento de mulheres adúlteras:


Para um pequeno respiro de ar puro, ou se estiverem sem paciência, vejam apenas a participação do sempre brilhante Douglas Murray:


E aos mais tradicionalistas, não se deixem levar pelo "frame" do debate: não se trata de ser um liberal no sentido imaginado. Se trata de: a) demarcar o que pensam os islamistas - em países islâmicos e no Ocidente e b) reconhecer que viver em meios aos tais "valores liberais" é e sempre será infinitamente melhor que viver sob a sharia.

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