quarta-feira, 5 de julho de 2017

Avançam os tribunais raciais no Brasil

Por André,



Em 2014 eu escrevi um texto (https://goo.gl/wFsAVs) afirmando que cedo ou tarde a política de cotas colapsaria e encontraria seu fim. Meu argumento era simples e se mostrou parcialmente correto: as pessoas AUTODECLARAM seu pertencimento a determinada raça e então se beneficiam de cotas raciais. Como autodeclaração é, por definição, subjetiva, pessoas não-negras poderiam se declarar negras e se beneficiar; assim que muita gente percebesse isso, todos se autodeclarariam negros (algo não completamente errôneo considerando o grau de miscigenação do brasileiro comum) e fariam a ideia de cotas perder sentido.

Estava implícito no meu argumento que a política de cotas colapsaria porque o Estado não ousaria instituir um tribunal racial para conferir se os autodeclarados negros eram de fato negros ou não. Nesse aspecto, minha previsão se mostrou falha (será que os burocratas já montaram uma tabelinha lombrosiana para avaliar tamanho do crânio, nariz, lábios, dentes, tipo de cabelo etc. etc para enquadrar alguém como negro ou não?).

Eis que hoje a maior universidade do Brasil declarou sua adesão à política de cotas:


Agora só resta aguardar pelo tribunal racial uspiano.

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