sábado, 1 de julho de 2017

Breves comentários sobre Mulher Maravilha

Por André,


- O filme da Mulher Maravilha, cercado por polêmicas, foi, em meu modesto ver, o melhor de uma trilogia imaginária (Homem de Aço, Batman vs Superman).

- Evidente que, por se tratar de uma heroína mulher, muitos querem emplacar a narrativa de que o filme seria "feminista", fato negado por sua diretorA. Embora a narrativa possa até ser relida como uma espécie de feminismo soft, não há nada explícito que garanta isso, especialmente nos atos da própria Mulher Maravilha, que não re rebela contra o "mundo dos homens" de maneira odienta em momento algum (e, é claro, trabalha para derrubar o Deus da Guerra que age por meio, também, de uma mulher "empoderada", uma cientista brilhante).

- Muitas justiceiras sociais sequer tentarão emplacar a ideia que o filme foi feminista por causa da belíssima Gal Gadot. Ela cometeu um pecado imperdoável pra essa gente seletiva na defesa das minorias: nasceu em Israel e serviu no exército de seu país, cumprindo a obrigação de qualquer cidadão. Além, é claro, de não ter dado mostras de ser feminista.

- Ares, o Deus da Guerra, pode ter sido considerado um vilão meia bomba por alguns. Mas talvez essa seja parte da ideia, para ilustrar que o mal nem sempre aparece nas suas expressões mais carrancudas (Ludendorff), às vezes, as expressões mais carrancudas são a segunda mão do mal disfarçado de alguma forma mais light, e COM UM DISCURSO PACIFISTA. Uma possível leitura a ser feita aqui é que Ares se vende como as principais peças de propaganda globalistas (ONU, UNESCO, União Europeia etc): pacíficos na casca, belicosos na essência. Prometendo e supostamente fomentando a paz para a plateia, mas germinando a guerra por trás das cortinas para, depois, vender-se como solução para o caos por eles próprios criados demandando mais e mais poder.

- As diversas referências simbólicas ao cristianismo, presentes nos outros filmes da trilogia seguem presentes em Mulher Maravilha (http://catholicexchange.com/lady-real-wonder-woman).

- A crítica está, nesse filme, entre dois pontos que não sabe qual aderir: investir na ideia do filme ser feminista, a contragosto da diretora e mentir descaradamente (não é tão difícil e muita gente tentou), falar mal do filme e revelar seu antissemitismo - uma cadela sempre à espreita pronta para latir -. ou reconhecer que o filme é bom, a despeito dos fatos anteriores.


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