sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O caráter pedagógico da provocação e da polêmica

Por André (originalmente no Facebook),


Na minha apresentação no Facebook eu escrevo que sou "extremista de extrema-direita". Na do Twitter, "agente da CIA". Outro dia comprei e postei minha recente aquisição de uma bandeira dos estados confederados.

Conheço almas nobilíssimas, gente que considero com todas as minhas forças, que fogem de provocações e polêmicas como muçulmano foge de bacon. Quando peço explicações do porquê serem assim, são as mais satisfatórias possíveis. Contudo, alguém precisa fazer o trabalho sujo e eu acredito que provocações e polêmicas, além da balbúrdia que causam, sempre levam algumas almas a irem adiante no assunto em questão.

Não acho que eu seja um extremista, ou seja, não é o caso que a pecha me descreva com precisão, mas é provocador, irrita as pessoas certas e faz alguns principiantes buscarem saber que tal ideia é essa que esse cara tá dizendo que acredita nela ao extremo.

Não é o caso que eu me identifique por completo com os ideais dos confederados americanos. Mas muita merda é dita sobre eles, certamente alguém, ao ver minha mera bandeirinha, ficou tentado a ir pesquisar mais sobre esses caras "malvadões", duvidando que estritamente tudo que dizem sobre eles é verdade.

Os exemplos se multiplicam aritmeticamente.

Acredito com muita convicção que uma argumentação formal não surtiria o mesmo efeito. Ou não surtiria efeito nas mesmas pessoas que foram tentadas pela provocação. Como há mais argumentadores formais que provocadores polêmicos, que pelo menos uma partezinha do que fazemos seja revestida de um pouco da boa e velha provocação. 

Os doídos? Os doídos podem procurar seu metro quadrado totalmente seguro e chorar por lá mesmo. O caso citado não é mero exemplo, mais de uma pessoa já pegou meu "extremista de extrema-direita" e ficou "ohh, como assim? ohh, como é possível?". O número de bumbuns dodóis por aí é bem maior do que vocês imaginam.

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