domingo, 15 de outubro de 2017

Indícios de que se está cercado pela(s) pessoa(s) certa(s)

Por André,



Escrevi brevemente, apoiado em Viktor Frankl, sobre a necessidade de se estar cercado das pessoas certas. Escrevo agora breves notas sobre como perceber se se está ou não ao redor delas.

O ser humano, tudo parece indicar, é incompleto. Mesmo quando atingimos breves momentos de plenitude, como dito, eles são breves e não são amplos. Ninguém é pleno o tempo todo em todos os aspectos importantes da vida. De forma que se torna absolutamente importante e necessário, justamente, se cercar das pessoas certas, pessoas que te completarão.

Em reflexão um tanto quanto solta, penso que são indicativos de estar cercado das pessoas certas:

- compartilhamento de sentido. Não quero dizer aqui compartilhar o mesmo sentido ("ser engenheiro", "ser intelectual" etc). É importante que haja sentido e esforço na busca por esse sentido, mesmo que se trate de coisas distintas. Um ajuda o outro a realizar aquilo que foi estabelecido como sentido para as vidas.

- faz de você uma pessoa melhor. Na medida que ninguém é completo, ninguém é perfeito (ahhh, os clichês) e, portanto, todos tentam melhorar. Se as pessoas que nos cercam - consciente ou inconscientemente - te fazem alguém melhor, bom indicativo de que são as pessoas certas. Disso segue que:

- não se perder com as lisonjas. Quem te faz melhor não fica a tecer lisonjas em tempo algum. A lisonja é a expressão máxima da indiferença, do "tanto faz": não ligo pra você mesmo, então vou elogiar em vez de apontar o que pode te fazer melhor, apontar seus erros para que os corrija. Vale mencionar o adágio islâmico que afirma que a lisonja é coisa do diabo. Ou ainda, como diz Nissim Taleb: teus amigos te criticam em público e elogiam na esfera do particular, é o que se deve esperar deles.

- te inspiram. Sabe quando vemos algo muito bem feito ou uma ação tão bela que deveria ser copiada? Você se sente um inútil derrotado por não ter sido você ou por não se sentir capaz de feito semelhante, mas também inspirado a fazer coisas mais elevadas e a melhorar o que já faz, pois ainda há quem faça valer a pena.

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