terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A História será resguardada pela "direita"

Por André,



Por indicação do Nicolas Carvalho de Oliveira, chegou até mim um artigo - surpreendentemente - do esquerdíssimo The Guardian perguntando por que todos os bons historiadores atuais são de direita, encabeçando a lista o titã Niall Ferguson (que acaba de publicar um livro, ainda sem tradução, sobre como as redes sociais movem o mundo) - [https://goo.gl/nJmKum].

Os fatos são: com a prevalência do "pós-modernismo" como paradigma vigente das Humanidades (algo diretamente ligado à derrota da esquerda no campo lógico, daí que precisem abolir a lógica), o que temos visto nas últimas décadas, por parte da esquerda, é uma constante falsificação da História: Jesus era um black bloc anarco-socialista, a escravidão foi uma invenção branca e europeia, fascistas são os outros, Hitler era de extrema-direita, muçulmanos preservaram a cultura clássica, socialismo é direitos humanos, a História humana pode ser explicada à luz da dominação do "patriarcado", Shakespeare e Jane Austen eram supremacistas brancos, obras canônicas da cultura ocidental devem ser substituídas por literatura queer porque são "opressoras", Base Nacional Comum Curricular removendo o eixo Atenas-Roma do currículo do ensino médio nacional, etc. etc.

A História vem sendo reescrita e, conforme o joio seja separado do trigo, caberá a historiadores "out of mainstream" preservar a História tal como a conhecemos. Preservar, contar e fazer História deve ser, nos próximos tempos, a primeira incumbência de historiadores fora desse círculo que são, inevitavelmente, "de direita".

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