sábado, 3 de fevereiro de 2018

Regras para uma vida mais ordenada e menos caótica

Por André,

12 regras para a vida de Jordan Peterson

Duas das doze "regras para a vida" do novo livro do Jordan Peterson me chamaram a atenção, as regras número 3 e 4. Dizem elas:

3: "Torne-se amigo de pessoas que querem o melhor para você".

4: "Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com o que outra pessoa é hoje".

Essas duas regras, por si só, me parece que já podem dar uma contribuição e tanto para remediar o "caos da vida".

Não li o livro ainda e estou analisando essas duas regras puramente a partir da minha experiência de vida. Acredito que o próprio Peterson deve fazer isso no decorrer do capítulo sobre a regra 3, mas eu reformularia a coisa mais ou menos assim "relacione-se com pessoas que querem o melhor para você". Pode parecer o óbvio ululante, mas não é. Quem leu o livro "A vida na sarjeta" do Dalrymple tem ideia do que estou dizendo, muitas mulheres que fazem queixas de agressão de seus maridos relapsos acabam voltando pra eles, não porque gostem, mas porque o estilo de vida que adotaram só atrai relacionamentos assim.

Uso o "relacione-se" realmente em sentido lato: se sua família for normal, é provável que boa parte dos membros deseje sua felicidade. Altamente recomendável excluir da lista de Natal aqueles que você sabe que não querem o melhor para você. Depois, nos níveis em que você controla (afinal, parente ninguém escolhe) - amigos e relacionamentos amorosos, busque pessoas que realmente querem o melhor para você. Com muita vergonha, acho que o Peterson está dizendo mais ou menos o que eu disse quando falei de "cercar-se das pessoas certas" (https://goo.gl/QZQENf e https://goo.gl/2ocFgS) ano passado. Vocês já tiveram a experiência de ficar feliz pelo sucesso de outra pessoa? É um sentimento e tanto. É coisa de gente prospectiva e com sentido para a própria vida e, é claro, toda pessoa conscientemente sã quer estar cercado de pessoas assim. Isso faz pôr sua vida em um ordenamento claro e em perspectiva sobre o que você realmente quer.

Sobre a regra 4 e falando de uma experiência estritamente pessoal, me parece que realmente é o melhor a se fazer. Já estou praticamente totalmente convencido que não irei revolucionar o mundo (no bom sentido), descobrir a cura do câncer ou coisa do tipo, não faz muito sentido ficar me comparando com quem tem essa possibilidade mais nítida no próprio horizonte. Contudo, posso (e devo) me colocar da seguinte perspectiva:

- Dei alguma contribuição substantiva para a melhora do mundo, ainda que pequena e singela? Creio que sim.

- Posso continuar fazendo isso? Sim.

- Sou um ser humano melhor do que eu era há, digamos, 5 anos? Sim, em grande parte por ter tentado praticar com mais cuidado a regra anterior (particularmente a partir do ano passado), por ter tomado consciência da dimensão da sua importância.

Esse nível de autoavaliação e consequente autoconhecimento pode realmente ser útil.

Um comentário:

1. Seja polido;

2. Preze pela ortografia e gramática da sua língua-mãe.