domingo, 20 de maio de 2018

O mínimo do mínimo sobre fake news

Por André,


Primeiro: é um conceito redundante. Espalhar informação falsa com propósito político é nada mais nada menos que a boa e velha DESINFORMAÇÃO. Arte na qual sabemos bem quem foi (é) especialista.

Segundo: como a nomenclatura está contaminada pelo sentido que aludi acima, a elite falante não poderia recuperar o termo. Inventaram "fake news" e "pós-verdade" como arcabouço teórico para explicar a força das redes sociais (em detrimento da mídia "tradicional") na eleição de Donald Trump (pelas bandas da América ele conseguiu reverter essa polaridade chamando a CNN de "fake news" na cara dos caras) e engrossar seu verniz conspiratório junto com a maluquice do conluio com a Rússia.

Fatos esses confirmados pelo contrato entre Facebook e "fact checkers" irem de agora (candidatos à eleição praticamente todos definidos) até dezembro (pós-eleição e suas reverberações).

PS.: para quem encara com boa vontade a ideia de se checar a veracidade de notícias duvidosas que com o advento da internet se espalham rápido como nunca, sim, eu concordo, no melhor dos mundos isso seria uma atividade perfeitamente legítima. Mas dado o contexto e altura do campeonato, crer que essas agências são realmente isentas não é diferente de acreditar que o socialismo traz igualdade porque na teoria isso é uma promessa possível.

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